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Instituto do Braile - Dicas
Ruim para o coração

O hábito de beber mais de um refrigerante por dia, mesmo que em versãodiet”, pode estar associado a um aumento dos fatores de risco para doenças cardíacas, de acordo com pesquisa do Instituto Framingham, nos Estados Unidos, publicada na revista Circulation, da Associação Norte-Americana do Coração”. A informação é da cardiologista Valéria Braile, do Instituto Domingo Braile de São José do Rio Preto. Entre os que bebem um ou mais refrigerantes diariamente há uma associação com um maior risco de desenvolver a síndrome metabólica. A médica explica quesíndrome metabólica é um aglomerado de fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes, incluindo aumento na circunferência abdominal, alta pressão sangüínea, triglicerídeos elevados, baixos níveis de lipoproteína de alta densidade (o“colesterol bom”) e altos níveis de glucose em jejum. A presença de três ou mais desses fatores aumenta o risco do aparecimento de diabetes ou doença cardiovascular.”


Segundo Valéria Braile, o Dr. Ramachandran Vasan, autor principal do estudo, disse que o mais impressionante foi o fato de o risco aumentar tanto para quem consome refrigerantes diet quanto para os que tomam a versão normal. Estudos anteriores ligavam o consumo de refrigerantes a múltiplos fatores de risco para doença cardíaca, mas, pela primeira vez, foi demonstrado que a associação incluía também os refrigerantes com adoçantes artificiais.


Ela conta que o estudo teve como base observações feitas com 9 mil pessoas de meia-idade durante quatro anos em três ocasiões diferentes. Os pesquisadores concluíram que os indivíduos que consumiam um ou mais refrigerantes por dia apresentavam um aumento de 48% na prevalência da síndrome metabólica em comparação aos que consomem menos.


Considerando apenas os pacientes livres da síndrome metabólica – 6.039 dos indivíduos observados –, o consumo diário de um ou mais refrigerantes foi associado com um risco 44% maior de desenvolver a síndrome num período de quatro anos.


Os cientistas observaram que os participantes que beberam mais de um refrigerante por dia tinham chances 31% maiores de desenvolver obesidade, 25% mais risco de ter triglicerídeos elevados e 32% mais propensão de apresentar baixos níveis de colesterol bom. O risco de desenvolvimento de síndrome metabólica aumentou de 50% a 60%.


Outra tese é que os refrigerantes, em versãodietou não, são altamente adocicados. Isso poderia fazer com que a pessoa ficasse mais propensa a consumir doces.


  


Ainda segundo a especialista, o estudo mostrou que o maior consumo de líquidos estaria associado com um grau mais baixo de compensação alimentar. Normalmente, quem come muito em uma refeição tende a comer menos na próxima. “Com os líquidos não há o mesmo grau de compensação. Quem bebe muito em uma refeição, logo vai querer comer mais, pois o líquido não satisfaz nutricionalmente. Assim, quando há déficit calórico, é preciso comer mais amiúde, aumentando a ingesta calórica diária total”, explicou. Assim, o consumo de refrigerantes merece atenção de todos, principalmente daqueles que desejam manter sob controle os fatores de risco de doenças cardiovasculares.


 


Dr. Valéria Braile


Cardiologista do Instituto Domingo Braile


 


 



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