A atuação do psicólogo clínico na área da saúde tem vertentes que deferenciam uma atuação de outra (hospitais, consultórios, creches, instituições, apaes, asilos, etc.)
No hospital geral, seu papel é dentro de uma dinâmica que ocorre nessas instituições como: receio da internação, medo dos procedimentos médicos, não só pelo paciente como dos familiares.
É de suma importância o elo de ligação entre paciente, familiares, hospital, médicos, enfermagem e administração, isso poderá ocorrer quando o psicólogo auxilia como mediador na comunicação entre essas partes.
O Psicólogo Hospitalar Clínico é facilitador para expressão dos conflitos, dificuldades, angústias e medos que ocorrem durante o período de internação.
Nos pacientes cirúrgicos a atuação do psicólogo é no preparo do paciente para o procedimento médico. Tanto no pré, intra e pós operatório. Podendo incluir-se UTI, semi intensivos e quando necessário o acampanhamento até o centro cirúrgico onde este passará aos cuidados médicos: anestesia, cirurgia.
Com a ajuda do psicólogo, o paciente pode dismistificar seus medos, fantasias na dinâmica de uma cirurgia, tornando assim um mundo mais conhecido e próximo de sua realidade.
A importância da estimulação do paciente para que possa perguntar, saber, conhecer, conviver é papel do psicólogo para o vínculo médico x paciente x família.
As dúvidas, consequentemente as fantasias mórbidas que ocorrem nas internações hospitalares têm sido forte obstáculo no processo de participação e recuperação do paciente, principalmente os terminais.
Todas as informações técnicas, cirúrgicas, medicamen-tosas e condutas é papel especificamente do médico, o psicólogo se apoiará para posterior conduta.
O psicólogo RH tem papel mais atuante na dinâmica funcional do hospital apesar de atuarem em áreas diferentes, têm o mesmo objetivo: possibilitar maior segurança tanto no funcionamento instituição como aos pacientes, familiares que ali permanecem.
Nas salas de espera dos procedimentos cirúrgicos o psicólogo também atua com o objetivo de aplacar as angústias de familiares oferecendo informações como: demora, anestesia, UTI, dúvidas que aterrorizam.
O hospital quando atuante na parte de humanização da dinâmica da instituição oferece os recursos da Psicologia Hospitalar Clínica, RH e Assistente Social.
A integração dos profissionais da área da saúde, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e enfermagem precisa ocorrer para que essa participação seja eficaz na equipe hospitalar. A ajuda mutua tem sido fator preponderante na ajuda ao paciente internado.
As crianças internadas, na ausência do médico tendo o psicólogo como mediador sofrem menos conflitos internos, pois as mães e pais que os acompanham ficam assegurados e familiarizados com a instituição podendo assim cooperar com o médico no andamento patológico (doença).
A dismistificação da rotina hospitalar é importante, pois sabe-se que culturalmente nem sempre, mas na maioria das vezes tem um significado de grande ameaça à vida.
O Hospital Beneficência Portuguesa especificamente tem tido essa cobertura, ficando claro que o papel do psicológo no consultório é de âmbito mais restrito e abrangente e no hospital só diz respeito ao momento do indivíduo em quanto paciente internado. As condutas posteriores dessa área serão indicadas caso seja necessário a continuidade de acompanhamento que poderá ser feito em consultório local mais viável para o paciente e psiquiátrico também.
A visão do papel do Psicólogo Hospitalar Clínico pode ser resumido em humanização de procedimentos em apoio ao paciente e familiares, e de mais tranquilidade tanto para o corpo clínico, como para a instituição em si. O objetivo maior é alívio relativo das angústias, perdas, medos e reforço na participação. O paciente passará a ser participante da equipe e familiares não só clínico, mas também funcionários que se unem pelo bem estar de todos que por ela passam.